Os desafios das empresas de consultoria

Com o fim da pandemia esperava-se que a consultoria, à semelhança de outros setores, beneficiasse de um ambiente generalizado de recuperação económica. Mas acontecimentos como a invasão da Ucrânia por parte da Rússia fez com que tal fosse ‘sol de pouca dura’.

Empresas e consumidores vivem, desde o arranque de 2022, um ambiente de grande incerteza económica e sem fim à vista. É neste contexto que as consultoras estão a ter de operar, sendo certo que, num setor de atividade como este, o rumo da economia dita bastante o desenrolar do negócio. A começar porque, em momentos de crise, as empresas – suas clientes – são tentadas a reduzir os custos com a prestação de serviços por fornecedores externos.

No entanto, as boas equipas de gestão jamais ficam passivamente a observar o que se passa em seu redor. Face a um cenário mais adverso, é fundamental que as consultoras ‘arregacem as mangas’ e façam o que estiver ao seu alcance para se manterem competitivas e resilientes face ao atual contexto mais negativo.

Tal pode implicar a necessidade de cortar custos e procurar aumentar a eficiência, mas não só. Tempos adversos trazem também oportunidades. Muitas são as empresas que precisam de toda a ajuda que conseguirem para fazer face à atual crise económica. E isso pode representar uma importante fonte de receita para as consultoras.

A história mostra-nos, de resto, como, por exemplo, na crise de 2008, as consultoras que melhor desempenho tiveram foram as que souberam dar resposta às necessidades tidas como essenciais para as empresas conseguirem resistir e ultrapassar as dificuldades de então.

Mais-valias da consultoria em tempos de crise

Cortar custos e reestruturar o negócio são algumas das primeiras áreas para onde as empresas olham quando é preciso fazer face a momentos difíceis. Ora, as consultoras podem dar um importante contributo ao setor empresarial no desenho de planos de redução de custos e melhoria de processos. O mesmo se aplica à definição de estratégias de reestruturação e recuperação e de simplificação dos negócios e modelos operacionais.

Em tempos de incerteza e crise, outra área fundamental é a gestão do risco, área onde as consultoras têm uma enorme expertise. O mesmo se aplica à gestão de crise. Fazer negócios em tempos exigentes nada tem a ver com fazê-lo em momentos de expansão e, também aí, a consultoria pode ser uma enorme mais-valia. Minimizar ou evitar os danos provocados pelas crises e pelas situações imprevistas é um dos objetivos, a par da proposta de soluções que permitam uma reação adequada que garanta a manutenção do controlo sobre as operações e a flexibilidade de resposta.

Importa ainda referir que muitas consultoras têm vindo, nos últimos tempos, a apostar fortemente no desenvolvimento de competências em Inteligência Artificial (IA), o que pode trazer enormes benefícios para muitas empresas que recorrem aos seus serviços. Isto pelas vantagens que a IA pode trazer em termos de poupança de custos, maior eficiência, maior eficácia nas vendas e marketing, tomada de decisão, entre outras.

Saber olhar para dentro

É verdade que as consultoras são conhecidas pelo seu know-how no apoio que podem dar às empresas em épocas fortemente disruptivas como esta que agora vivemos. Mas é importante que o setor não perca de vista a importância de olhar também ‘para dentro’ e tomar as medidas necessárias ao reforço da sua própria resiliência e capacidade de manter a competitividade.

Até porque, para além do difícil contexto económico e geopolítico, junta-se a enorme revolução tecnológica que estamos a viver e que traz novos paradigmas, fruto do rápido desenvolvimento da Inteligência Artificial e da digitalização das sociedades.

Da mesma forma que os clientes têm de fazer face à ameaça de novos players e aos constantes desenvolvimentos tecnológicos, as consultoras tão pouco estão imunes.

Se o mercado de consultoria já era competitivo, agora a pressão é muito maior. Para sobreviverem, as consultoras têm de ser capazes de reagir de forma rápida e eficiente, antecipando sempre que possível o que aí vem e, quando surgem surpresas, ter a flexibilidade necessária para conseguir responder.

Para além do desafio inerente a um mundo onde a inovação é constante, existe uma oportunidade a que as consultoras devem estar atentas. A possibilidade que a digitalização e a inteligência artificial trazem de automatizar tarefas e libertar recursos de tempo e dinheiro para outras funções de maior valor acrescentado deve ser aproveitada. Tal permitirá que as consultoras possam concentrar-se na retenção e contratação de talentos, na prestação de um atendimento de qualidade e diferenciado e no crescimento do negócio.

Pode parecer uma frase feita, mas os tempos de crise podem, efetivamente, ser momentos de muitas oportunidades, assim as consultoras saibam responder às necessidades dos seus clientes de forma inovadora e eficaz. Até porque as consultoras – grandes ou pequenas – devem ter presente que as suas skills de resolução de problemas, gestão de relações, desenvolvimento de processos de mudança, entre tantas outras, continuarão a ser diferenciadoras e uma mais-valia da consultoria que tecnologia alguma poderá, tão cedo, substituir.

Fonte: SAGE

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